domingo, 27 de abril de 2008

Os amores de Matheus

Matheus sempre foi apaixonado pelas mulheres. Não que gostasse de todas e de nenhuma em especial! Antes fosse... Havia aquelas que não passavam de rostos e corpos bonitos. Essas compunham o grupo da maioria. As que se diferenciavam não eram muitas, mas lhe traziam confusão o suficiente. Matheus não dormia uma noite sequer sem agradecer a Deus por não ter feito todas as mulheres do mundo interessantes. Seria dor de cabeça demais!
Na tentativa de desfazer os nós mentais, classificava cada mulher de sua vida. Era mais fácil, é claro, quando ela pertencia ao grupo dos rostos bonitos, e só. Mas, então, chegava a vez das diferentes...
Havia a Cintia. Quando a conheceu, Matheus ficou entusiasmado: nunca havia encontrado outra pessoa que ouvisse reggae e também saísse para dançar forró toda terça. Com o passar do tempo, viu que as semelhanças se limitavam aos gostos e interesses pessoais.
Era o contrário de Nathalia. Os dois chegaram a pensar em fugir pra uma cidade minúscula no Chile e criar os filhos na beira do mar. E acreditavam no poder da escolha, eram duros, orgulhosos, geniosos. Mas cada vez que Nathalia colocava no rádio do carro de Matheus o cd de uma banda pop coreana, ele queria se atirar pela janela!
Nas noites de insônia, Matheus pensava que o ideal era juntar Cinta e Nathalia. Seria a mulher perfeita... a amante, namorada, amiga, mulher dos sonhos. Uma vez lhe disseram que seria como Matheus namorar ele mesmo. E era com esse pensamento que o rapaz sempre se voltava à Alícia.
Ela não era a mais bonita e nem a mais simpática. Matheus não sabia onde encontrou o encanto. Talvez estava no jeito de andar da garota: as costas encolhidas e o sorriso no rosto deixavam Matheus encantado, principalmente quando ela sorria com os olhos! Ele também não sabia como e quando a história dos dois havia começado e muito menos como tinha se tornado aquele filme em preto-e-braco, que era pra terminar quando ele gritou “Me esquece, Alícia”. Assim, sem apelidos e sem exclamações. Ele guardou num canto da memória o sorriso da moça; viu de relance um fundo de remorso, até chegou a se formar algumas lágrimas. Ela lhe deu as costas e caminhou determinada, como se soubesse que era observada. Matheus ficou esperando que ela olhasse para trás para poder gritar desculpas, pedir que ficasse porque quem não esquecia era ele.

Ela nunca olhou e ele nunca esqueceu!

5 comentários:

Kakau Tendrás disse...

Alicia era apaixonada por Matheus. Mas ela era orgulhosa demais pra olhar pra trás. Tenho certeza.

Lays disse...

fato.
sem mais!

Patricia disse...

matheus= o tipico homem...

alicia = como todas deviam ser...

as outras?? "Qndo elas veem elas mexem"...
ahduashdusahdas
ponto!
e tenho dito!
sem mais!

Nanda Belém disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
mandii. disse...

Adorei o finalzinho.
(:
"ela nunca olhou,e ele nunca esqueceu".