quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Hoje descobri porque tantos escritores insistem em usar da escrita tema de obras, em verso, prosa ou qualquer outro tipo de rabisco. Descobri também o motivo da metalinguagem ser tão freqüente !
Quando a gente quer escrever, e não sabe sobre o quê escrever - curioso - mas a primeira idéia é escrever sobre a sua escrita. Fato ! É como tentar escapar da falta de criatividade.
Já até pensei algumas vezes em escrever sobre meu modo de escrever, mas minha criatividade de repente ressuscitava e eu arranjava outros assuntos. Mas hoje nenhuma outra idéia me faz deixar de ser um ser sem criatividade.
Faço da prosa um prazer, mas é no escrever que construo passos ou destruo laços, monto rimas ou aponto paradigmas... É no escrever que faço paráfrases da própria vida e paro o mundo pra mudar o meu ! Poesia não é minha proeza, não sei fazer de um único verso meu universo. Já me resolvi muito pela razão; hoje não ouso fazer valer tudo que me avisa o coração.
Sou feita de frases e de fases: um sujeito com seus jeitos, objetos e objetivos, apostos e opostos, travessões e travessias, linhas e ladainhas, vírgulas e virtudes. Gosto de ser a autora dos meus feitos. Posso fazer desfeitas, porque tenho meus defeitos, mas não busco o perfeito – busco apenas meu inteiro.Contradição, porque certeza é para sábios!
Tradição, porque temo (e tremo com) o novo; De intenções sou cheia, faço delas os meus planos.Preciso de pessoas e de pensamentos. Por eles hesito, insisto, persisto. Por eles existo. Tento fazer da dor algo mais que um desamor e um desarmar. Mas ainda não sei escolher qual verdade quero viver, ainda sou aprendiz desse jogo em que se divide baralho com o Sr. Destino.O tempo para mim é um passatempo e um contratempo – gosto de brincar de relembrar boas memórias, mas às vezes voltam a latejar minhas dores latentes.

Já pensou? Escrever é tirar tudo do mundo e tentar colocá-lo nas mãos.

E eu que achava que escrever sobre meu jeito de escrever seria a última opção na falta de criatividade, vejo que estava errada. E a metalinguagem seria a tentativa de entender porque usam tanto da arte do escrever. Tem que ter criatividade à flor da pele, e como iniciei o texto sem nenhuma por considerar que essa era a condição ideal para a metalinguagem, acho que é melhor eu parar por aqui. rs

Beijo.

5 comentários:

Thaís disse...

Jey Jey Jey!!

Sempre muito inteligente e criativa em seus textos!!
Mi da ateh orgulho de ter uma prima assim!!!=D
huhuhu!!!

Prima amu vc d+!!!
E continue sempre arrazaaandoo assim... nos textos... na vida... e em seu modo d ser! especial!!

;]

Lays disse...

rs...
mesmo sem criatividade essa menina tem la o seu talento. bunitiiinha, merece todo o prestígio de uma amiga um tanto quanto 'estranha'! suas palavras de nostalgia (rs) me emocionam, juro...
seu dom é incomparável às minhas diferenças. vc é especial cara! te aaamo ;)

Paola disse...

Nossa Chatiiinha, como assim?
Tão estrainha vc heim..
como é que começa um texto sem criatividade, porém tão criativoo?
Ehh...difícil entender neh?

mas não quero entender...
só quero dizer que estrou viu?
nusgaa..
Bom viu?
Lindoo demaiss da conta!!
Perfeitooo.

A propósito, eu te amo tá?

Patricia disse...

oww jey vc eh a kraaa!!
ajdsuahduas..
c eh boua dimais pra fazer texto mocinhaa
vai escrever pro fantastico qlqr dia desses!
nda melhor do q naum a criativadade pra escrever um texto criativo se eh q vc me entende!
rsrs..
jeeyyy vc brilha dimais soww!
estrelinha pra vc! hausdhasduhas
(*)

parabeeeeenss o texto tah mto lindoo!

amoooOo oce!

Kakau Tendrás disse...

Jey, você deixa o blog mais bonito. Sempre coloca imagens, me agrada. Mesmo.
E é um fato, maior clichê não há. Mas a vida tá carregada disso mesmo. Escrever sobre a escrita. E quer saber JeyJey, até seus clichês sobre a escrita são bem escritos. Quase esqueci que você tava sem inspiração, só não me esqueci, porque senão ficaria clichê demais.